Atributos dos HNWIs (High Net Worth Individual).

Eles vivem bem abaixo de seus meios: Eles podem fazer uma alta renda, mas não vivem como se fossem pessoas de alta renda. São, como Stanley diz, “Frugal, frugal e frugal”. Vivem numa casa antiga, dirigem um carro popular e não gastam um monte de dinheiro com luxurias da vida social (freqüentemente porque não apreciam). Os que são casados, quase sempre acharam esposas que também são econômicas. Se a esposa for uma hiper-consumidora, é extremamente difícil conviver por muito tempo com um HNWI.

Eles alocam seu tempo, dinheiro e energia eficazmente de maneira que conduzam a construção de riqueza: Acumuladores de riqueza gastam a maior parte do seu tempo fazendo coisas que conduzam a criação de riqueza – orçamento, planejamento e configuração de metas para seu futuro. Trabalham duro em cima de suas metas, e são mais propensos a gastarem seu tempo livre planejando suas metas. Aqueles que são indivíduos com elevados rendimentos, mas que não têm um alto valor líquido acumulado, não gastam tanto tempo nessas atividades. De fato, acham que os APR (acumuladores prodigiosos de riqueza) gastam quase duas vezes mais tempo por mês planejando seus investimentos do que fazem os SAR (sub-acumuladores de riqueza).

Eles acreditam que independência financeira é mais importante do que ostentar um status social elevado: Eles não ligam para viverem em condomínios de alto padrão, com vizinhos ricos em grandes apartamentos ou mansões, dirigindo carrões esportivos ou de alto luxo, fazendo compras em lojas chiques da tendência da moda. Esses HNWIs ligam mais em proverem sua própria independência financeira e trabalharem em cima de suas metas.

Seus pais não lhes provem com nenhum atendimento econômico de emergência: Os pais desses HNWIs não subsidiam seus estilos de vida, nem lhes dão punhados de dinheiros para tal. Eles se viram a sua própria maneira, trabalham duro e com sucesso dentro de seus próprios prazos. Filhos que recebem ajuda econômica dos pais freqüentemente são despidos de motivação para trabalhar duro e alcançarem seus objetivos, e como resultado freqüentemente não se tornam um acumulador prodigioso de riqueza.

Seus filhos adultos são economicamente alto suficientes: Os filhos dos HNWIs são ensinados a viver um estilo de vida frugal, como acumular riqueza, e freqüentemente são ensinados a terem sucesso por seus próprios esforços sem ajuda dos pais. No geral, são filhos auto-suficientes. Isso permite com que seus pais acumulem mais riquezas e conseqüentemente lhes serão melhor para suas próprias futuras heranças.

Eles são proficientes em oportunidades de segmentação de mercado: Os HNWIs são bons em enxergarem oportunidades e em levarem vantagem com elas. Não são imunes ao medo de falharem que todos nós temos às vezes, mas superam seus medos e agem favoravelmente de acordo com as boas oportunidades quando as vêem.

Eles escolhem a ocupação certa: Todos aqueles que têm um alto patrimônio líquido, quase sempre, estão fazendo algo que gostam – e trabalham duro nas suas carreiras escolhidas. Só porque você não é um empreendedor ou um dono de seu próprio negócio não significa que você não possa ser bem sucedido. Você só tem que escolher uma carreira que proverá uma renda razoavelmente decente, e viva de maneira que seja condizente com uma construção de riqueza razoável. Ache uma carreira que lhe agrade, trabalhe duro nela, e viva frugalmente – e você poderá construir um grande patrimônio líquido.

Esses 7 atributos de um HNWI realmente expõem a estrutura básica para vivermos uma vida baseada nos sólidos princípios financeiros da construção de riqueza. Os atributos provam, por si só, que é possível viver bem com muito menos do que você ganha, e ter abundância de sobra para poupar, investir e ainda doar. E tais atributos podem até mesmo ser praticados por indivíduos que não têm uma alta renda, contato que sejam indivíduos disciplinados.

Os atributos falam do poder de educar a si mesmo e a seus filhos sobre dinheiro e a prática da boa gestão do dinheiro através do uso de orçamentos e planos financeiros. Mostram que a exibição de status social elevado, muitas vezes  não significa que você seja financeiramente sólido. Os atributos mostram como o dinheiro é uma ferramenta a ser usada, e não deve ser um fim por si só. Todos aqueles que os entendem são freqüentemente mais felizes, e no longo prazo, mais ricos.

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RELIGIÃO E RIQUEZA.

Na Idade Média, a igreja católica apregoava que apenas a terra poderia sustentar um homem, nunca o dinheiro. A indústria e o varejo não haviam nascido e o empréstimo a juros ainda era popularmente conhecido como usura – motivo de vergonha e perseguição. Mesmo a palavra “lucro” (originária do latim lucrum), que na sua forma culta tem significado semelhante ao do português, na acepção popular significava trapaça ou engano – tanto assim que deu origem a palavra “logro” e o verbo “lograr”. Entre tantos contrastes magistralmente apontados pelo sociólogo alemão Max Weber em seu famoso ensaio de 1905, “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, registre-se que os povos de lígua inglesa consagraram a palavra “profit” para significar lucro. Profit também tem sua raiz etimológica no latim profectus, que significa progresso. É um contraste cultural forte de como as duas religiões encararam a riqueza: um logro para o catolicismo; progresso e benção divina para os protestantes.

Posteriormente, muitos outros pesquisadores enriqueceram a noção de Max Weber dos efeitos da religião sobre o progresso material das sociedades, acrescentando elementos culturais e institucionais à explicação de por que algumas nações enriqueceram e se desenvolveram rapidamente desde os meados do século XIX e outras mal conseguiram sair do estágio medieval. O grande enigma dessa equação gira principalmente em torno do berço da Revolução Industrial, com a indagação de se ela poderia ter eclodido em outro país que não a Inglaterra. Como resultado da Revolução Industrial, a renda per capta média cresceu umas dez vezes mais e a população umas seis vezes no mundo ocidental. Nunca houvera uma mudança tão radical na história econômica da humanidade. Surgiu assim o conceito de “criação de riqueza”, pois antes da Revolução Industrial países e pessoas enriqueciam simplesmente empobrecendo os demais. Só a Inglaterra oferecia nos séculos XVIII e XIX todas as condições materiais e intelectuais para essa revolução: capital abundante, liberdade de pensamento, direito de propriedade, Justiça eficiente, individualismo e governo obrigado a prestar contas de seus gastos ao Parlamento. A China no mesmo período, quem diria, tinha algumas das condições acima – mas não todas.

Os chineses há trinta anos lutam para voltar ao centro do palco mundial. “Enriquecer é glorioso”, decretou Deng Xiaoping em 1976, estabelecendo as palavras de ordem cujo cumprimento os chineses de hoje, ainda nominalmente comunistas, perseguem com avidez. O Brasil, finalmente, vem se livrando do preconceito contra a riqueza e o sucesso. Mas reza o manual politicamente correto do novo milionário que não basta ganhar honestamente sua montanha de dinheiro, é necessário repartir parte dela com quem ficou para trás. Quem rompe a barreira do primeiro milhão de Reais, ou de Dólares, precisa se comportar segundo certas regras. Fazer doações e se preocupar com o meio ambiente são itens obrigatórios. Assim como gastar – sem vergonha de exibir seu sucesso.

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MAPA DOS MILIONÁRIOS BRASILEIROS.

Mostramos aqui, o Ranking dos estados brasileiros com maior número de milionários (fortunas acima de R$ 50 milhões):

1º SÃO PAULO, com 63.398 milionários;

2º RIO DE JANEIRO, com 20.727 milionários;

3º MINAS GERAIS, com 7.980 milionários;

4º RIO GRANDE DO SUL, com 7.812 milionários;

5º PARANÁ, com 7.329 milionários;

6º SANTA CATARINA, com 4.123 milionários;

7º DISTRITO FEDERAL, com 2.800 milionários;

8º BAHIA, com 2.471 milionários;

9º GOIÁS, com 2.233 milionários;

10º PERNAMBUCO, com 1.743 milionários;

11º ESPÍRITO SANTO, com 1.575 milionários;

12º MATO GROSSO, com 1.435 milionários;

13º CEARÁ, com 1.309 milionários;

14º MATO GROSSO DO SUL, com 1.211 milionários;

15º ALAGOAS, com 658 milionários;

16º MARANHÃO, com 504 milionários;

17º PARÁ, com 476 milionários;

18º SERGIPE, com 434 milionários;

19º RIO GRANDE DO NORTE, com 427 milionários;

20º AMAZONAS, com 399 milionários;

21º PARAÍBA, com 252 milionários;

22º PIAUÍ, com 224 milionários;

23º AMAPÁ, com 182 milionários;

24º TOCANTINS, com 70 milionários;

25º ACRE, com 35 milionários;

26º RONDÔNIA, com 32 milionários;

27º RORAIMA, com 28 milionários.

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ELISÃO FISCAL.

Elisão Fiscal é qualquer ação legal e, portanto, perfeitamente lícita que seja usada pelo contribuinte para reduzir ou até mesmo eliminar as mais diversas Obrigações Tributárias. Essa “Administração Ativa dos Impostos” é atualmente praticada em tempo integral pelas grandes companhias de capital aberto, mas ainda é ignorada pelas pequenas empresas e pela maioria das Pessoas Físicas, que usam pouco esse tipo de planejamento tributário para engordar um pouquinho mais o patrimônio próprio. Para pagar menos impostos, entretanto, não adianta apenas esperar o período legal da Declaração de Imposto de Renda, anualmente. A maior parte das maneiras de reduzir as Obrigações Tributárias só pode ser aproveitada no ano anterior ao preenchimento da Declaração Anual que será enviado à Receita Federal, no momento em que se dá o fato que obriga o contribuinte a recolher o IRPF. O conhecimento da legislação, portanto, é essencial para realizar o correto planejamento que levará a um menor pagamento de tributos ao governo no ano seguinte. Veja abaixo algumas brechas previstas em lei que podem ajudar as Pessoas Físicas a economizarem com o Imposto de Renda sobre imóveis, aposentadoria, investimentos, veículos, herança, viagens, educação e saúde, etc.

Investimentos:

Em outro post anterior, já foi mostrei um pouco sobre como economizar com o pagamento de IRPF sobre diversos tipos de investimentos. A regra geral para o pagamento de Imposto de Renda sobre investimentos é bem simples: ganhos em Bolsa são tributados com uma alíquota de 15% enquanto o lucro da Renda Fixa paga entre 22,5% e 15%. Já os investimentos em Renda Fixa de até 29 dias, além do Imposto de Renda, também estão sujeitos ao pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras. As pessoas físicas possuem algumas opções para ao menos amenizar a mordida do Leão. Os investimentos em Bolsa são isentos desde que a pessoa não venda mais de R$20.000,00 em Ações a cada mês. Já na Renda Fixa, é impossível fugir do IRPF com aplicações em títulos públicos ou CDBs, por exemplo.

Mas há uma série de opções que não estão sujeitas ao IRPF. Entre elas estão: as Cadernetas de Poupança, as LHs (Letras Hipotecárias), os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), as LCIs (Letras de Créditos Imobiliários), as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e os aluguéis distribuídos por Fundos Imobiliários. Outra opção recentemente criada pelo governo federal que em breve deve começar a chegar às pessoas físicas são as Debêntures emitidas por SPEs (Sociedades de Propósito Específico), que servirão para garantir financiamento de longo prazo às obras de infraestrutura em PPPs (Parcerias Público-Privadas). Aplicações de prazos maiores costumam ganhar algum alívio da Receita Federal. As modalidades de investimentos em Renda Fixa tributadas costumam estar sujeitas a uma alíquota de IR menor à medida que aumenta o prazo da aplicação.

Imóveis:

Com a valorização dos imóveis nos últimos anos, muita gente tem tomado sustos com as dívidas tributárias geradas pela venda de um. A regra geral do Imposto de Renda estabelece uma alíquota de 15% incidente sobre o lucro obtido (diferença entre o preço de compra e de venda do imóvel). Alguém que comprou um apartamento de R$500.000,00 há 4 anos e que hoje o vende por R$1 milhão, por exemplo, precisa pagar R$75.000,00 para quitar suas obrigações com a Receita Federal. O planejamento tributário, no entanto, prevê diversas formas de ao menos reduzir esse desembolso.

O jeito mais simples de escapar da mordida do Leão é usar o dinheiro da venda do imóvel na compra de outro – a regra não vale para imóveis comerciais. O contrato de compra precisa ser assinado até 180 dias após a venda – o Crédito Tributário não pode ser usado após esse período. E o contribuinte só poderá se beneficiar dessa lei para não pagar IRPF uma vez a cada 5 anos. Por último, se alguém vender uma casa de R$500.000,00 com um ganho de capital de R$250.000,00 para comprar um terreno de R$100.000,00, terá de pagar IRPF sobre a parcela de R$150.000,00 que não foi aplicada na nova aquisição.

O valor do imóvel também pode ser uma forma de escapar do IRPF. A Receita não cobra o imposto sobre o ganho de capital de imóveis vendidos por até R$440.000,00 caso sejam atendidas duas condições:

1)      o vendedor não pode possuir outro imóvel em seu nome nem mesmo uma fração de outras propriedades;

2)      a pessoa não pode ter vendido outros imóveis nos últimos 5 anos.

Uma última forma de reduzir (não eliminar) a incidência de IRPF sobre a venda de imóveis é incluir todas as benfeitorias realizadas a cada ano na Declaração de Ajuste Anual a ser entregue à Receita Federal no ano seguinte. Gastos com reformas, por exemplo, podem ser somados ao valor de compra do imóvel para reduzir a base de cálculo sobre a qual incidirá o imposto. As notas e recibos devem conter o CPF ou CNPJ dos profissionais e empresas contratadas para a realização das reformas. Só podem ser considerados gastos com reforma, construção, ampliação e pequenas obras, como pintura, encanamento, reparo em azulejos, pisos e paredes. Já a troca de móveis e a instalação de cortinas não renderão nenhum benefício tributário.

O dinheiro gasto com o pagamento do ITBI (imposto municipal) no momento da compra do imóvel e os juros embutidos na compra financiada de uma residência também pode ser usado para elevar o valor de compra do imóvel na Declaração e reduzir o pagamento futuro de IRPF.

Herança:

Os custos para transmissão de herança no Brasil não são tão elevados quanto nos EUA ou Japão, onde os impostos podem abocanhar a maior parte do patrimônio do ente falecido. Mesmo assim, vale a pena se planejar. A transmissão de herança não está sujeita ao Imposto de Renda, mas ao ITCD (imposto estadual). Na maioria dos estados, a alíquota fica em torno de 4% do valor total da herança. Também será necessário pagar pelo inventário e pelos honorários advocatícios, que podem abocanhar até 20% do patrimônio.

A forma mais simples de driblar essas despesas é planejar a transmissão de herança ainda em vida. O pai poderia doar até R$45.000,00 por ano a cada filho sem que essas transações sejam tributadas. Famílias com um patrimônio de R$1 milhão, portanto, podem escapar dos impostos com um planejamento tributário de longo prazo – ainda que o mesmo não possa ser feito pelos muito ricos ou bilionários, que precisariam de séculos ou milênios de doações para se livrar dos custos. Outra vantagem da doação em vida é que a elaboração de inventários, em alguns casos, pode levar até 10 anos para ser concluída.

Veículos:

Em todos os estados brasileiros, os donos de veículos automotores devem pagar a cada ano o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). O tributo pode ser pago em 3 parcelas ou à vista. O desconto para pagamentos à vista varia de acordo com cada estado – girando em torno de 2% a 3%, mas em alguns estados glutões podem chegar até a 10%, como é o caso do Estado do Rio de Janeiro. Independente da alíquota, via de regra, vale a pena aproveitar os descontos porque eles são maiores que os rendimentos de qualquer aplicação financeira de risco baixo ou moderado.

Um exemplo simples ajuda a mostrar como é vantajoso aproveitar os descontos. Imagine um veículo cujo IPVA total soma R$3.000,0 em um estado de alíquota 3%. O proprietário poderá pagar o imposto à vista com o desembolso de R$2.910,00 ou dividi-lo em 3 parcelas de R$1.000,00 cada. Quem optar pelas 3 parcelas vai desembolsar R$1.000,00 em janeiro, mais R$1.000,00 em fevereiro e mais R$1.000,00 em março. O valor pago a prazo, portanto, será de R$2.000,00 (já que os primeiros R$1.000,00 serão desembolsados à vista). Um cálculo simples mostra que os juros efetivos embutidos nesse parcelamento são de 2,33% ao mês. Já um investimento em Títulos Públicos remunerado pela taxa SELIC (hoje em 10,5% ao ano) renderia 0,875% ao mês. Descontado o IRPF de 22,5% sobre os lucros de aplicações de 2 meses, o ganho no bimestre seria de apenas 1,36%.

Educação:

Despesas com educação também geram Créditos Tributários que podem ser usados posteriormente para reduzir o pagamento do IRPF. Cada contribuinte só pode deduzir R$2.958,22 por pessoa – ele mesmo ou seus dependentes. Na Declaração do Ano Atual, podem ser incluídos apenas gastos realizados no Ano Anterior com educação formal: ensino infantil, fundamental, médio, técnico, superior e pós-graduação (mestrado, doutorado e MBA). Escolas de idiomas, artes, esportes, cursos preparatórios para vestibular ou concursos e outras aulas extracurriculares não podem ser incluídos. As despesas com material escolar, viagens de estudo, uniforme e transporte também ficam de fora da Declaração. Da mesma forma que os gastos com saúde, as despesas com educação também exigem que seja informado o CNPJ da instituição de ensino que prestou o serviço.

Gastos em viagens internacionais:

Desde março de 2011, o governo federal cobra um IOF de 6,38% sobre os gastos feitos no exterior com cartões de crédito internacionais. Isso quer dizer que alguém que gasta R$10.000,00 no cartão de crédito em uma viagem internacional terá de desembolsar R$638,00 apenas para cumprir suas obrigações junto à Receita Federal. A conta será paga junto com a fatura do cartão de crédito do mesmo mês.

A forma mais fácil de driblar essa despesa é comprar moeda estrangeira em espécie, adquirir Travelers Cheques ou carregar um cartão de viagem pré-pago antes de embarcar porque essas três modalidades de câmbio estão sujeitas a um IOF de somente 0,38%. Os dólares e os Travelers podem ser comprados em bancos e corretoras.

Antes de decidir a forma de aquisição de moeda estrangeira, entretanto, é necessário estar atento à cotação do dólar que será utilizada. Alguns bancos emissores de cartão de crédito utilizam a cotação do dólar comercial para converter as compras para Reais. Já quem compra cédulas ou usa cartões pré-pagos fecha a transação pela cotação do dólar turismo – cerca de R$0,10 superior ao comercial. Nesses casos, portanto, o viajante deve fazer as contas para chegar à conclusão sobre qual a melhor opção.

Saúde:

Os gastos com saúde realizados pelos brasileiros podem ser deduzidos do Imposto de Renda. A opção só vale a pena para os contribuintes que optam pela Declaração Completa do IRPF. Não há limite para o abatimento, mas é importante deixar claro que alguém que gasta R$1.000,00 em um hospital não vai pagar R$1.000,00 a menos de IRPF. Os gastos, na verdade, reduzem a base de cálculo sobre a qual incide o imposto. Alguém que teve rendimentos tributáveis de R$100.000,00 e gastou com saúde R$30.000,00 pagará em IRPF um percentual aplicado sobre os R$70.000,00.

Podem entrar na Declaração Atual do IRPF as despesas realizadas no ano anterior com mensalidades de planos de saúde, médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, acupunturistas que tenham formação médica, hospitais, cirurgias, exames de laboratório, exames radiológicos e próteses. Já os gastos com remédios só são dedutíveis se estiverem na nota fiscal emitida pelo hospital.

Para ter direito às deduções, é necessário lançar os gastos numa ficha da Declaração que reúne os pagamentos efetuados. Além do valor cobrado pelos procedimentos, é necessário colocar o CNPJ da empresa ou o CPF do médico que realizou o serviço. As despesas com saúde sempre foram uma fonte importante de fraudes realizadas por contribuintes que planejavam elevar suas restituições artificialmente. A partir do ano passado, a Receita Federal apertou o cerco e passou a obrigar as operadoras de planos de saúde a informar os gastos dos pacientes com a Declaração de Serviços Médicos (Dmed). Os dados são cruzados com as informações fornecidas pelos contribuintes e servem para o Fisco rapidamente identificar eventuais fraudes.

Aposentadoria:

No Brasil, existem duas aplicações de previdência privada que possuem vantagens tributárias e permitem pagar menos impostos: os planos PGBL e VGBL. Antes de pensar em aplicar dinheiro nesses produtos, é importante lembrar que especialistas só os recomendam para quem planeja manter a aplicação no longo prazo (pelo menos 10 ou 15 anos).

Os PGBLs (Planos Geradores de Benefício Livre) permitem que a pessoa aplique até 12% de sua renda tributável deduzindo esse montante da base de cálculo do Imposto de Renda. Isso significa que o dinheiro que seria pago para a Receita Federal agora pode virar uma aplicação que rendará juros e só será tributado no momento do resgate dos recursos. É importante lembrar que, lá na frente, a pessoa vai pagar IRPF sobre os Juros e sobre o Principal. Trata-se, portanto de um caso de adiamento do IRPF a ser pago – e não de isenção – ainda que haja uma real vantagem tributária.

Já nos chamados VGBLs (planos Vida Gerador de Benefício Livre), não há diferimento do IRPF devido. O imposto, entretanto, só será cobrado sobre a Rentabilidade na hora do resgate. Fundos de Renda Fixa com uma carteira de investimentos em renda fixa seriam tributados semestralmente com o chamado “come-cotas”. O dinheiro que seria recolhido a cada 6 meses pela Receita Federal, portanto, renderá juros ao longo dos anos, gerando uma vantagem tributária ao aplicador. Os fundos VGBL também não entrarão no inventário em caso de morte do beneficiário. Isso significa que o dinheiro será transferido aos herdeiros sem custos – com exceção do IRPF que já incidiria sobre o resgate mesmo que o aplicador continuasse vivo.

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CAPITALISMO ESTATAL.

Como empresas estatais se espalham mundo afora.
A sede da CHINA CENTRAL TELEVISION, desenhada por Rem Koolhaas e Ole Scheeren, parece uma monstruosa nave espacial invasora escarranchada por Pequim. A sede da CHINA NATIONAL OFFSHORE OIL CORPORATION se assemelha a um tanque de petróleo emergindo de um mar cintilante. Foi desenhada por Kohn Pedersen Fox, uma firma internacional de arquitetura, e se senta em frente ao Ministério de Relações Exteriores da China. Por todo o centro de Pequim se pode ver estatais se erguendo em monumentos gigantes pela própria natureza, refletindo suas enormes posições de poder e suas visões de si mesmas como agentes da modernização.
Essa visão não é confinada a Pequim. PETRONAS, a estatal de petróleo da Malásia, construiu torres gêmeas de 88 andares no coração financeiro de Kuala Lumpur. Em Moscou, o VTB, segundo maior banco estatal da Rússia, tem sua sede num arranha-céu elegante de vidros num novíssimo complexo empresarial moscovita.
A coisa mais notável sobre as estatais é seu absoluto poderio coletivo no mundo emergente globalizado. Elas compõem a maioria da capitalização do mercado da China e do Mercado de Ações da Rússia e representam 28 das 100 maiores empresas do mercado emergente mundial. Na verdade, o setor estatal como um todo tem estado em rápida retirada. Representa agora somente cerca de um terço do PIB da China e Rússia, contra quase todo PIB inteiro de duas décadas atrás. Mas, esse declínio é o resultado de uma poda seletiva, em vez de neoliberalismo puro e simples. Os governos foram deixando pra lá as pequenas, a fim de reforçarem as suas influências sobre as grandes.
Isso tem resultado em uma porção de paradoxos. As estatais estão se tornando mais ricas e mais poderosas, até mais poderosas do que todo o encolhimento do setor estatal, e os governos estão apertando o controle sobre os altos comandos da economia mesmo com o crescimento do setor privado. A concentração de poder em um círculo interno de estatais foi ganhando força ao longo da última década: as 121 maiores estatais da China, por exemplo, virão seus ativos totais aumentarem de $360 bilhões em 2002 para $2,9 trilhões em 2010 (embora sua participação no PIB tenha diminuído). E foi dado um impulso extra pela crise financeira de 2008: em 2009, cerca de 85% dos $1,4 trilhões em empréstimos bancários da China foram para empresas estatais.
Os governos estão se tornando proprietários mais sofisticados. Apenas um pequeno punhado de estatais ainda estão se reportando diretamente aos ministérios. A maioria dos governos preferem exercitar controle das empresas através da sua participação acionária: esses governos têm se tornado os mais poderosos acionistas em grande parte do mundo nos países em desenvolvimento, da China a Tailândia e da Rússia a Arábia Saudita. Algumas vezes eles detêm todas as Ações, particularmente nas empresas de petróleo como é o caso da PETRONAS da Malásia, empresas de transporte como a OCEAN SHIPPING COMPANY da China e de aparelhamentos quase-militar como a UNITED AIRCRAFT CORPORATION da Rússia. Porém, cada vez mais eles preferem diluir suas participações. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento define uma estatal como uma empresa em que o Estado possui mais de 10% das Ações. Alguns governos têm dominado a arte de controlar empresas através de participações minoritárias: na Rússia, por exemplo, o Estado tem retido Golden Shares em 181 empresas.
Empresas estatais têm se tornado mais produtivas, graças a uma mistura de poda criteriosa e reestruturação implacável. Na China, seus retornos sobre o patrimônio aumentaram de 0,7% em 1998 para 6,3% em 2006 (embora alguns digam que os números são enganadores). Elas têm também se tornado mais internacionais: empresas que antes só serviam seus mercados domésticos, tais como BAOSTEEL e SHANGHAI ELECTRIC, estão caminhando para o palco mundial. São três tipos de desenvolvimentos implementados: métodos de controle mais sofisticados, uso mais produtivo de ativos e rápida globalização – que estão caminhando de mãos dadas.
O núcleo central das estatais são as empresas nacionais de petróleo: 13 gigantes controlam mais de ¾ do suprimento de petróleo do mundo. Os governos continuam a manter mão pesada sobre essa indústria. O Estado chinês possui 90% das Ações na PETROCHINA e 80% na SINOPEC. Mesmo assim, as empresas nacionais de petróleo estão sendo transformadas pelas mesmas forças que estão transformando o setor estatal em geral.
Algumas poucas companhias ainda preservam a antiga tradição de serem empresas patrocinadas pelo Estado e superlotadas de empregados apadrinhados. A empresa venezuelana PETRÓLEOS DE VENEZUELA, que é a central do patrocínio da máquina do governo de Hugo Chavez, é um exemplo óbvio. Mais surpreendentemente, também assim, é a PEMEX do México que tem resistido com sucesso a numerosas tentativas de reforma. A PETRONAS, da Malásia, tem melhorado drasticamente nos últimos cinco anos. A saudita ARAMCO, que controla mais de um décimo do petróleo do mundo, e com isso, o destino da economia mundial, é quase tão bem gerida como as empresas do setor privado, tais como EXXON MOBIL. A monarquia saudita tem enxugado o quadro efetivo da empresa, trazido gestores profissionais, contratado terceirizadas e formado alianças com empresas internacionais.
O mundo é sua ostra.


Falando no geral, as empresas nacionais de energia não estão, há muito tempo, contentes em apenas ficarem sentadas em suas poltronas olhando suas bombas de petróleo e gás bombeando dia e noite. Elas estão cada vez mais se aventurando no exterior, a fim de trancarem o abastecimento energético futuro ou formarem alianças com especialistas do setor privado para aumentarem seus acessos a expertise e idéias modernas. A russa GAZPROM tem feito altas aquisições de empresas por todo Leste Europeu e Ásia. Em 2008, ela comprou 51% de participação na NAFTNA INDUSTRIJA SRBIJE, uma gigante sérvia de energia. As petrolíferas chinesas têm fechado acordos em toda a África: em 2006 a SINOPEC comprou um enorme poço de petróleo angolano por $692 milhões. As múltiplas alianças entre empresas nacionais e internacionais nem sempre são bem sucedidas: a BP, por exemplo, não quer pressa nos negócios futuros com a russa ROSNEFT. Mas, elas estão conectando empresas de energia nacionais dentro do mercado global para pessoas e idéias e fechando a lacuna entre as operações estatais e o setor privado.
O capitalismo estatal também tem uma coleção de empresas que se sentam no extremo oposto da escala de propriedade das empresas nacionais de energia: campeãs nacionais que formalmente são de propriedade privada, mas que desfrutam de enorme apoio, aberto ou encoberto, de seus respectivos governos. Às vezes, tais governos preferem exercitar tais patrocínios, em rédeas curtas, por que têm pouca experiência do setor; isso é freqüentemente verdade na indústria de TI na China. Às vezes, eles oferecem seus patrocínios a uma empresa privada depois que ela tem se tornado uma vencendora. De qualquer forma, o resultado final é a criação de uma nova classe de empresas estatais: campeões nacionais que não podem ser propriedade dos governos, mas são, no entanto, intimamente ligadas a eles.
A chinesa LENOVO gosta de pensar que é uma empresa de computadores do setor privado, mas a Academia Chinesa de Ciências proveu recursos públicos (e ainda possui lotes de Ações dela), e o governo tem repetidamente entrado em cena para suavizar seu crescimento, pelo menos quando adquiriu a divisão de computadores pessoais da IBM por $1,25 bilhões em 2004. A brasileira VALE também se considera uma empresa de mineração do setor privado, mas o governo ameaça sua liderança nacional e recentemente forçou seu presidente, Roger Agnelli, a cair fora por que não gostava de seus planos de demissão de trabalhadores. Há uma longa lista de empresas campeãs nacionais que operam na sombra do Estado, incluindo a chinesa GEELY da indústria automobilística, a HUAWEI de equipamentos de telecomunicações e HAIER de eletrodomésticos da linha branca.
A riqueza das nações.


O capitalismo estatal não está apenas operando empresas; eles estão também gerenciando enormes reservas de capital na forma de Fundos Soberanos. O LEVIATHAN, por exemplo, está se tornando um capitalista financeiro bem como um capitão de indústrias.
O negócio de Fundos Soberanos foi iniciado décadas atrás pelas petroestatais e por Cingapura. O KUWAIT INVESTMENT AUTHORITY foi criado em 1953. Porém, mais recentemente o negócio tem sido turbinado por dois tipos de desenvolvimentos: o aumento dos preços da energia e a acumulação de um vasto superávit em conta-corrente da China. Os Fundos Soberanos de hoje contam com uma das maiores reservas de capital do mundo. O ABU DHABI INVESTMENT AUTHORITY controla $627 bilhões, se colocando no mesmo nível dos maiores fundos mútuos norte americanos. O saudita SAMA, holding de empresas estrangeiras, em dezembro de 2011 controlava $473 bilhões; o SAFE e o CHINA INVESTMENT CORPORATION, empresas de investimentos da China, $568 bilhões e $410 bilhões respectivamente. No total, os Fundos Soberanos do mundo inteiro controlam por volta de $4,8 trilhões em ativos, um número que deve subir para $10 trilhões até o final desta década.

Os Fundos Soberanos vêm em duas versões: Fundos “Poupadores” que têm a intenção de encontrar lugares produtivos no mercado financeiro globalizado para hospedarem seus investimentos, e Fundos de “Desenvolvimentos” que também promovem desenvolvimento econômico. O CHINA INVESTMENT CORPORATION tem focado em produzir um portfólio de ativos financeiros, por exemplo; enquanto que os vários fundos de investimentos de Abu Dhabi têm se interessado mais em criar fundos regionais de desenvolvimento econômico para prepararem tais regiões para o dia em que o petróleo deixar de jorrar. Em 2008, Abu Dhabi criou um fundo que se especializou em investir em empresas high-tech, tanto empresas domésticas como estrangeiras. Em seu primeiro grande negócio ele formou uma aliança com a ADVANCED MICRO DEVICES, uma fabricante de microchips americana, para criarem uma região de fabricação de semicondutores, a GLOBALFOUNDRIES (FUNDIÇÃO GLOBAL).
A crise financeira de 2008 mudou a marcha no argumento em favor do segundo tipo de fundo. Logo após o CHINA INVESTMENT CORPORATION ter sido criado em setembro de 2007 ele viu seu dinheiro colocado nos bancos de investimentos americanos virarem cinzas. Os fundos soberanos das petroestatais têm aumentado sua ênfase no investimento em ciência e pesquisa. Os Fundos Soberanos do Kuwait, Qatar, Rússia, China, Kazaquistão e Irlanda foram convidados a apoiarem as instituições financeiras domésticas. Quase todos os fundos estão tomando um interesse mais ativo na maneira como as companhias que eles possuem são gerenciadas, até exigindo um assento no conselho de administração por exemplo.
O economista chefe do DUBAI INTERNATIONAL FINANCIAL CENTRE, argumenta que a ascensão dos países emergente inevitavelmente forçará o sistema financeiro global a mudar, de um modelo eixo-de-rodas (com Londres e Nova York agindo no eixo-central) para um modelo teia-de-aranha de muitas interconexões. A crise financeira de 2008 tem acelerado dramaticamente esse processo: os Fundos Soberanos agora gostam de fazer seus negócios entre si, muito mais do que através de intermediários do mundo rico. Em 2009 o CHINA INVESTMENT CORPORATION e o QATAR INVESTMENT AUTHORITY assinaram um contrato de joint-venture. No ano seguinte, um consórcio de nove fundos, incluindo o GOVERNMENT OF SINGAPORE´S INVESTMENT CORPORATION, o CHINA INVESTMENT CORPORATION e o ABU DHABI INVESTMENT COUNCIL, investiram $1,8 bilhões no BTG PACTUAL, um banco de investimento brasileiro desmembrado do banco suíço UBS.
É perfeitamente possível a qualquer país ter qualquer uma ou todas essas instituições sem ser um membro efetivo do clube dos capitalistas estatais. A Noruega ostenta 13 das maiores empresas de petróleo do mundo em faturamento, STATOIL, o terceiro maior Fundo Soberano do mundo, o maior Fundo de Pensão Governamental, com $560 bilhões em ativos, mas requer de todos eles um comportamento de empresas regulares. Esses vários elementos todos também podem ser colocados juntos em uma variedade de maneiras. A imaginação e a criatividade brasileira bem que poderia ajudar nessas variedades de configurações de negócios estatais, não?

Bem, pelo menos uma coisa é certa: viva o capitalismo! Ou capitalismo de Livre Mercado ou capitalismo Estatal, não interessa…

Viva o Capitalismo!

 

Publicado em Flavio Marques | Deixe um comentário